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A importância de investir no exterior

  • Gabriel Matos
  • 23 de fev. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de abr. de 2022

Investir fora do Brasil, sempre foi recomendável pelo ponto de vista de segurança e diversificação. O Brasil é uma economia subdesenvolvida, e o Real, moeda que trouxe certa estabilidade mas ainda é recente, não é nenhuma referência de segurança. Isso sem falar da constante instabilidade política que não contribui em nada, pelo contrário. Por estes motivos, diversificar a carteira apenas em diferentes classes de ativos no mercado doméstico, não é o suficiente. É preciso trazer para a composição, moedas mais fortes e jurisdições mais seguras.


Até alguns anos atrás, esta ideia não era muito animadora, pelo fato de estarmos sempre entre as maiores taxas de juros do mundo. Era possível ter altos rendimentos nominais em investimentos conservadores, e isso desestimulava o investidor brasileiro a encarar a complexidade, e o risco ao enviar recursos para o exterior obtendo ganhos próximos de zero, em alternativas do mesmo perfil. Isso mesmo levando em consideração, que a variação cambial, pelo menos a médio prazo, quase sempre acaba favorecendo o resultado.

Em 2017 iniciou-se um ciclo de redução de taxa de juros nunca visto. Levou a Selic ao menor patamar histórico, chegando em2% ao ano entre agosto de 2020 e janeiro de 2021. Ao longo deste ciclo de queda, investidores se viram forçados a sair da zona confortável da renda fixa, que em muitos períodos não conseguiu nem superar a inflação.


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A nova realidade de juros trouxe a necessidade de diversificar e aceitar a então evitada volatilidade. Em movimento paralelo, mas não independente, vimos o real se desvalorizar fortemente em relação às principais moedas do mundo.

Diante deste contexto, ter uma parcela do patrimônio internacionalizada é consenso entre os especialistas. Recomenda-se fortemente que parte do risco de uma carteira de investimentos esteja alocada no mercado global. Assim é possível acessar uma infinidade de opções, protegendo o patrimônio por meio de moedas e jurisdições mais seguras. Além disso, no longo prazo o potencial de ganho investindo em ativos globais é maior do que se restringindo apenas à economia brasileira, que hoje representa apenas 1,6% do PIB mundial.


Em função da instabilidade e principalmente da inflação global gerada após a pandemia do Coronavírus, a taxa básica de juros no Brasil, não diferente do restante do mundo, iniciou mais um ciclo de alta. De tempos em tempos é provável que isso ocorra e é importante que o investidor esteja atento, inclusive aos riscos que estes movimentos podem trazer às carteiras de renda fixa.


Na hora de definir a estratégia, além de avaliar os ativos, é fundamental analisar os custos e aspectos de natureza tributária e sucessória. O certo é que, a necessidade de internacionalizar parte dos investimentos como forma de proteção, é um caminho sem volta.

 
 
 

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